segunda-feira, 26 de setembro de 2016

As causas do modernismo - São Pio X

 Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente. — Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços: o método escolástico de raciocinar, a autoridade dos Padres com a Tradição, o Magistério eclesiástico. Tudo isto é para eles objeto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica. Quer o façam por ignorância, quer por temor, quer mais provavelmente por um e outra, o certo é que a mania da novidade neles se acha aliada com o ódio à escolástica; e não há sinal mais manifesto de que começa alguém a se volver para o modernismo do que começar a aborrecer a escolástica. Lembrem-se os modernistas e os seus fautores da condenação que Pio IX infligiu a esta proposição (Syll. prop. 13): «O método e os princípios com que os antigos doutores escolásticos trataram a teologia, não condizem mais com as necessidades dos nossos tempos e com os progressos da ciência».— São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade.  Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam..., à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade... ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica». Teremos sempre a profissão do quarto Concílio de Constantinopla: «Professamos, portanto, conservar e defender as regras que, tanto pelos santos e célebres Apóstolos quanto pelos Concílios universais e locais, ortodoxos, mesmo por qualquer deíloquo Padre e Mestre da Igreja, foram dadas à Santa Igreja Católica e Apostólica».— Por esta razão os Pontífices Romanos Pio IV e Pio IX quiseram que se acrescentassem estas palavras à profissão de fé: Creio firmemente e professo as tradições apostólicas e eclesiásticas e todas as demais determinações e constituições da mesma Igreja. — O mesmo juízo que fazem da Tradição, estendem-no os modernistas também aos Santos Padres da Igreja. Com a maior temeridade, tendo-os embora como muito dignos de toda a veneração, fazem-nos passar por muito ignorantes da crítica e da história, no que seriam indesculpáveis, se outros houveram sido os tempos em que viveram. 

 Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos. À grei dos modernistas quadram estas palavras que muito a contragosto escreveu Nosso Predecessor: «Para atirarem sobre a mística Esposa de Jesus Cristo, que é verdadeira luz, o desprezo e o ódio, os filhos das trevas tomaram o costume de deprimi-la em público com uma insensata calúnia e, trocando a noção das coisas e das palavras, de chamá-la amiga do obscurantismo, sustentáculo da ignorância, inimiga da luz, da ciência e do progresso» (Motu-proprio. “Ut mysticam”, 14/03/1891). — Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio. Este modo de proceder com os católicos torna-se ainda mais odioso, porque eles ao mesmo tempo exaltam descompassadamente com incessantes louvores os que seguem o seu partido; acolhem e batem palmas aos seus livros, eriçados de novidades; e quanto mais alguém mostra ousadia em destruir as coisas antigas, em rejeitar as tradições e o magistério eclesiástico, tanto mais encarecem a sua sabedoria; e por fim, o que a todo espírito reto causa horror, não só elogiam pública e encarecidamente, mas veneram como mártir quem quer por acaso for condenado pela Igreja. Movidos e abalados por toda essa celeuma de louvores e impropérios, com o fito, ou de não passarem por ignorantes, ou de serem tidos por sábios, os ânimos juvenis, instigados interiormente pelo orgulho e pelo amor das novidades dão-se por vencidos e desertam para o modernismo.
Com isto já chegamos aos artifícios com que os modernistas passam as suas mercadorias. Que recursos deixam eles de empregar para angariar sectários? Procuram conseguir cátedras nos Seminários e nas Universidades, para tornarem-se insensivelmente cadeiras de pestilência. Inculcam as suas doutrinas, talvez disfarçadamente, pregando nas igrejas; expõem-nas mais claramente nos congressos; introduzem e exaltam-nas nos institutos sociais sob o próprio nome ou sob o de outrem; publicam livros, jornais, periódicos.
 Às vezes um mesmo escritor se serve de diversos nomes, para enganar os incautos, simulando grande número de autores. Numa palavra, pela ação, pela palavra, pela imprensa, tudo experimentam, de modo a parecerem agitados por uma violenta febre. — Que resultados terão alcançado? Infelizmente lamentamos a perda de grande número de moços, que davam ótimas esperanças de poderem um dia prestar relevantes serviços à Igreja, atualmente fora do bom caminho.
Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com uma tal liberdade, que em católicos não assenta bem.
 Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas. Tratam a Escritura à maneira dos modernistas. Escrevendo sobre a história tudo o que pode desdourar a Igreja divulgam cuidadosamente e com disfarçado prazer. Guiados por um certo apriorismo procuram sempre desfazer as piedosas tradições populares. Mostram desdenhar as sagradas relíquias, respeitáveis pela sua antigüidade. Enfim, vivem preocupados em fazer o mundo falar de suas pessoas; e sabem que isto não será possível, se disserem as mesmas coisas que sempre se disseram.
Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.

Encíclica Pascendi Dominici Gregis de São Pio X.
Share:

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A última noite de Padre Pio




Padre Pellegrino, relata seus últimos momentos, ele que sempre foi fiel e seu filho espiritual, muito dedicado.

Logo após as 21:00 horas do dia 22 de Setembro de 1968, quando Padre Mariano já se distanciava, eu entrei na cela, porque Padre Pio tinha me chamado pelo interfone, ele estava deitado, e queria saber a que horas o despertador estava marcado para despertar, ele estava preocupado com a missa.

De seus olhos avermelhados escorria uma lágrima que enxuguei e me retirei para a cela ao lado, mantendo-me acordado e prestando atenção no interfone.

Antes da meia noite Padre Pio me chamou cinco vezes, sempre com alguma lagrima nos olhos, mas era um pranto suave e tranquilo, e pediu que eu ficasse com ele.

E começou a me perguntar as horas com muita frequência. Olhava para mim com olhos suplicantes, apertando a minha mão.

Em seguida, como se já tivesse esquecido o correr das horas, perguntou-me; - você já celebrou a missa?

Ainda é muito cedo para a missa, Pai Espiritual! Respondi.

Bem...então esta manhã você celebra para mim? – perguntou-me.

Todas as manhãs eu celebro a missa em suas intenções.

Em seguida Padre Pio quis se confessar. Depois da Confissão Sacramental, disse-me:

- Meu filho, se Deus me chamar hoje, pede perdão em meu nome a todos os Confrades, pelo incomodo que lhes causei aqui e peça a eles e aos meus filhos espirituais uma oração pela minha alma.

- Pai espiritual, tenho certeza de que Deus lhe permitirá viver ainda por muito tempo. Mas, se o senhor estiver certo, em suas intuições, posso pedir uma última benção para seus Confrades, para seus filhos espirituais e para seus doentes? - perguntei.

-Sim, eu abençoo a todos! Mas, peça ao Padre Superior para ele próprio transmitir a minha benção aos nossos Confrades.

Em seguida, pediu-me para renovar seus votos de profissão religiosa. E já era 1:00 hora da manhã, quando me disse;

- Ouça, meu filho, aqui na cama não estou respirando bem. Ajude-me a passar para a cadeira, onde poderei respirar melhor.

Padre Pio costumava levantar-se entre uma e três horas da manhã, para se preparar para a missa. E costumava andar um pouco pelo corredor, antes de sentar-se para esta preparação.

Fiquei realmente muito feliz, quando o vi andando ereto e firme como um jovem, sem precisar de minha ajuda.

Á saída de sua cela, disse-me: Caminhemos um pouco até o avarandado.

Segurei-o pelo braço, ele mesmo acendeu a luz e chegou até perto da poltrona. Sentou-se e passou a vista pela saleta a que chamavam de varanda, como se estivesse procurando alguma coisa.

Decorridos uns 5 minutos, quis voltar para a cela. Tentei levantá-lo da poltrona, mas ele me disse;- Pode deixar eu me levanto.

Mas percebi que ele não estava aguentando o peso do corpo e disse-lhe:

-Pai espiritual, não se preocupe- enquanto já apanhava a cadeira de rodas que estava ao lado.

Levantei-o da poltrona e sentei-o na cadeira de rodas. E ele mesmo levantou os pés do chão, colocando-os sobre o pequeno estribo da cadeira.

Na cela, quando o transferi para a poltrona, ele me disse, apontando para a cadeira de rodas;

-Pode levá-la lá para fora.

Fiz o que ele pedia e, ao voltar, notei que o Padre estava muito pálido e um suor frio lhe umedecia a testa.

Assustei-me, quando percebi que seus lábios estavam lívidos. E ele repetia, com a voz cada vez mais fraca:

JESUS...MARIA...JESUS...MARIA...

Fiz menção de chamar um Confrade, mas ele disse;

-Não acorde ninguém!

Resolvi chamar assim mesmo e quando me afastei correndo de sua cela. Padre Pio me chamou.

Voltei sem coragem de atende-lo, mas quando ele me repetiu;- Não acorde ninguém! Apressei-me.

Eu só disse, deixe-me agir... E sai correndo para chamar Padre Mariano. Todavia, vendo a porta da cela de Padre Guglielmo, entrei correndo, indo diretamente ao telefone, para chamar o médico, Doutor Sala.

Em 10 minutos chegava doutor Sala que, ao ver o Padre, preparou imediatamente uma injeção. Padre Guglielmo e eu tentamos levá-lo até a cama para tomar a injeção.

Depois da injeção, resolvemos levá-lo de volta para a pequena poltrona, enquanto continuava a repetir, com um fio de voz;
-JESUS...MARIA...JESUS...MARIA...

Em seguida, atendendo aos chamados de Doutor Sala, chegou Mario Pennelli, sobrinho de Padre Pio. Veio também o Doutor Gusso, Diretor da Casa Alívio do Sofrimento, e mais o Doutor Scarale. Chamados por mim, chegavam também o Padre Guardião, o Padre Mariano e outros Confrades.

Enquanto os médicos davam-lhe oxigênio, primeiro com a cânula e depois com a máscara, o Padre Paolo lhe ministrava a Unção dos Enfermos e os demais Padres, ajoelhados a sua volta, REZAVAM FERVOROSAMENTE.

E Padre Pio continuava;
- JESUS... MARIA... JESUS...MARIA...E inclinando docemente a cabeça, expirou.

ERAM DUAS HORAS E TRINTA MINUTOS DA MADRUGADA DO DIA 23 DE SETEMBRO DE 1968. NO MESMO INSTANTE A CELA DE PADRE PIO FOI INVADIDA POR INTENSO PERFUME DE FLOR DE LARANJEIRA, PERFUME ESTE QUE FOI SENTIDO SIMULTANEAMENTE POR TODOS OS SEUS FILHOS ESPIRITUAIS ESPALHADOS PELO MUNDO INTEIRO.

E também os seus Confrades, se deram de que suas mãos e pés do Padre Pio ESTAVAM COMPLETAMENTE LIVRES DAS CHAGAS.

Não havia o menor vestígio dos estigmas que o acompanharam por 50 anos. A pele de suas mãos e de seus pés parecia a pele de um recém-nascido. Ele agora era um recém-nascido diante de Deus, UM RECÉM-NASCIDO PARA A VIDA ETERNA.

O Superior do Convento achou por bem, a fim de evitar sensacionalismo ou atos de fanatismo, nada revelar aos fiéis sobre o desaparecimento dos estigmas de Padre Pio, determinando que fosse velado e enterrado com as meias-luvas que sempre usara. E só 3 meses mais tarde o fato foi dado ao conhecimento público.

Em PIETRELCINA, cidade natal de Padre Pio, quando receberam a triste noticia de seu falecimento, os sinos de todas as Igrejas,tocavam em festivo GLÓRIA Á DEUS PELA CHEGADA AO CÉU DAQUELE FILHO AMADO. 

Em San Giovanni Rotondo, ao ser divulgada a noticia da morte de Padre Pio, uma multidão incalculável irrompeu na IGREJA DE SANTA MARIA DAS GRAÇAS, para o último adeus ao Padre Pio, tão querido.

Centenas de pessoas vieram de toda parte do mundo para os funerais que se realizaram 3 dias depois.

A tampa do caixão de Padre Pio tinha uma parte de vidro, deixando antever seu rosto remoçado, tranqüilo e sereno.

Ficou decidido que o esquife seria colocado no alto de um carro, para dar uma volta pelas ruas principais da cidade, a fim de que todos os moradores de San Giovanni, idosos, inválidos ou doentes, tivessem a oportunidade de reverenciar e aplaudir PADRE PIO, em solene e emocionada despedida.

Enquanto isso, helicópteros militares sobrevoavam a cidade, deixando cair uma chuva de pétalas coloridas. 

ERA A APOTEOSE DE UMA GRANDE VIDA, DE UM GRANDE HOMEM, CUJA GRANDEZA ESTAVA JUSTAMENTE EM SE CONSIDERAR, PEQUENO DIANTE DE DEUS.

E Padre Pio foi sepultado na cripta da Igreja Santa Maria das Graças, túmulo novo, que ainda não tinha sido utilizado, COMO FOI O TÚMULO DE JESUS..

PADRE PIO NUNCA ESCREVEU LIVRO ALGUM. NEM PRECISAVA. ELE ERA UM DOS LIVROS MAIS BELO DE DEUS.

JESUS CRISTO PREGADO NA CRUZ, PADRE PIO PREGADO EM JESUS.

Share:

Estudo sobre o nono artigo do Credo


“Creio na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos”


  A Igreja Católica representada enquanto Fortaleza da Fé - defensora do "depósito da fé" contra os ataques de seus inimigos.

§ 1º - Da Igreja em geral*

O nono artigo do Credo nos ensina que Jesus Cristo fundou sobre a Terra uma sociedade visível, que se chama Igreja Católica, e que todas as pessoas que fazem parte desta Igreja estão em comunhão entre si.

Depois do artigo que trata do Espírito Santo, trata-se, em seguida, da Igreja Católica, para indicar que toda a santidade da Igreja procede igualmente do Espírito Santo, que é o Autor de toda santidade.

A palavra Igreja significa convocação ou reunião de muitas pessoas.

Fomos chamados para a Igreja de Jesus Cristo por uma graça particular de Deus, para que, com a luz da fé e a observância da Lei divina, Lhe rendamos o devido culto e alcancemos a vida eterna.

Os membros da Igreja encontram-se parte no Céu, e formam a Igreja Triunfante; parte no Purgatório, e formam a Igreja Padecente; e parte sobre a Terra e formam a Igreja Militante.

Estas diversas partes da Igreja constituem uma só Igreja e um só corpo, porque têm a mesma cabeça, que é Jesus Cristo, o mesmo espírito que as anima e une, e o mesmo fim, que é a felicidade eterna, a qual alguns já gozam e outros esperam gozar.

Este nono artigo do Credo refere-se principalmente à Igreja Militante,  que é a Igreja na qual atualmente nos encontramos.

 § 2º - Da Igreja em particular
A Igreja Católica é a sociedade ou congregação de todos os batizados que, vivendo sobre a Terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Cristo, participam dos mesmos Sacramentos e obedecem aos legítimos Pastores, principalmente ao Romano Pontífice.

Para ser membro da Igreja é necessário ser batizado, crer e professar a doutrina de Jesus Cristo, participar dos mesmos Sacramentos, reconhecer o Papa e os outros legítimos Pastores da Igreja.

Entre tantas sociedades que foram fundadas por homens e que se dizem cristãs, pode-se facilmente distinguir a verdadeira Igreja de Jesus Cristo por quatro sinais: Ela é Una, Santa, Católica e Apostólica.

A verdadeira Igreja se diz Uma, porque seus filhos, de qualquer tempo ou lugar, estão unidos entre si pela mesma fé, no mesmo culto, na mesma lei, e na participação dos mesmos Sacramentos, sob o mesmo chefe visível, o Romano Pontífice.

Não pode haver mais de uma Igreja, porque, assim como só há um Deus, uma só Fé e um só Batismo, do mesmo modo não há e não pode haver senão uma só Igreja verdadeira.

* Catechismo Maggiore promulgato da San Pio X, Roma, Tipografia Vaticana, 1905,  Edizione Ares, Milano.
Share:

9º dia - Novena à São Pio


Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso divino amor. 
V/.Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado 
R/.E renovareis a face da terra. 
Oremos: Ó Deus que iluminais os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo espírito saibamos tudo que é reto e gozemos sempre de suas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração a São Pio de Pietrelcina
Ó Deus, que concedestes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da paixão de Vosso Filho, concedei-me, pela sua intercessão, a graça (pausa para colocar suas intenções), que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

NONO DIA

Humilde Padre Pio de Pietrelcina, vós que sois verdadeiramente amado pela Santa Madre Igreja, rogai a Deus, Nosso Senhor, ao Senhor das colheitas prósperas, para que mande trabalhadores à sua santa obra e tenhamos sacerdotes santos no mundo. Que estes obtenham a força e a inspiração divina. No mais, nós vos rogamos a intercessão junto a Sempre Santíssima Virgem Maria, para que Ela conduza todos os homens a se converterem à única religião verdadeira do único Deus verdadeiro, isto é, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

   São Padre Pio: rogai por nós 
   
Meditação: “Sempre se mantenha unido à Santa Igreja Católica, porque somente ela pode salvá-lo, porque somente ela possui o Jesus Sacramentado, que é o verdadeiro príncipe da paz.” (Padre Pio).

Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus


1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado! ” Eis que bato, procuro e peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá! ” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão! ”Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

   Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. 


São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Rezar a Salve Rainha.

Share:

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Estudo sobre o oitavo artigo do Credo


"Creio no Espírito Santo"


  O Espírito Santo confirmou na fé os Apóstolos, cumulando-os da abundância de seus dons
O oitavo artigo do Credo* nos ensina que existe o Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, e que Ele é Deus eterno, infinito, onipotente, Criador e Senhor de todas as coisas, como o Pai e o Filho.

O Espírito Santo procede do Pai e do Filho como de um só princípio, por via de vontade e de amor.

Diz-se que são eternas todas as três Pessoas divinas, porque o Pai gerou o Filho desde toda a eternidade, e do Pai e do Filho procede o Espírito Santo, também desde toda a eternidade.

Designa-se a terceira Pessoa da Santíssima Trindade particularmente com o nome de Espírito Santo, porque procede do Pai e do Filho por meio de espiração e de amor.

Ao Espírito Santo atribui-se especialmente a santificação das almas [embora] todas as três Pessoas divinas nos santifiquem igualmente, porque é obra de amor, e as obras de amor atribuem-se ao Espírito Santo.

Pentecostes

O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes, isto é, 50 dias depois da Ressurreição de Jesus Cristo e 10 dias após sua Ascensão.

Os Apóstolos ficaram reunidos no Cenáculo em companhia da Virgem Maria e dos outros discípulos, e perseveraram na oração, esperando o Espírito Santo que Jesus havia prometido.

O Espírito Santo confirmou na fé os Apóstolos, cumulou-os de luzes, de forças, de caridade e da abundância de todos os seus dons.

Ele foi [também] enviado a toda a Igreja e a todas as almas fiéis.

O Espírito Santo vivifica a Igreja com a sua graça e os seus dons, como a alma ao corpo; estabelece nela o reino da verdade e do amor; e assiste-lhe a fim de que oriente os seus filhos com firmeza no caminho do Céu.

*Catechismo Maggiore promulgato da San Pio X, Roma, Tipografia Vaticana, 1905, Edizione Ares, Milano.
Share:

8º dia - Novena à São Pio


Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso divino amor. 
V/.Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado 
R/.E renovareis a face da terra. 
Oremos: Ó Deus que iluminais os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo espírito saibamos tudo que é reto e gozemos sempre de suas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração a São Pio de Pietrelcina
Ó Deus, que concedestes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da paixão de Vosso Filho, concedei-me, pela sua intercessão, a graça (pausa para colocar suas intenções), que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

OITAVO DIA

Puríssimo Padre São Pio de Pietrelcina, vós que quisestes muito bem aos vossos filhos espirituais. Muitos dos vossos filhos têm sido comprados por vós com o preço do vosso sangue. Concedei-nos também a nós, que não vos conhecemos pessoalmente, que sejamos considerados como vossos filhos espirituais. Para assim, com a vossa paternal proteção, com vossa santa orientação, com a força que conseguireis para os outros filhos de Deus, possamos, no momento da morte, encontrar-vos nas portas do Paraíso, esperando a nossa chegada.

   São Padre Pio: rogai por nós 
 
Meditação: “Se me fosse possível, queria conseguir de Deus somente uma coisa, que me dissesse ‘vá para o Paraíso’, queria conseguir esta graça, contudo, Senhor, não me deixe ir ao Paraíso até que o último dos meus filhos, a última das pessoas que me foram confiadas, tenha entrado antes de mim. ” (Padre Pio).

Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado! ” Eis que bato, procuro e peço a graça… 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá! ” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão! ”Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. 


São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Rezar a Salve Rainha.

Share:

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Estudo sobre o sétimo artigo do Credo


"De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos"


O sétimo artigo do Credo nos ensina que no fim do mundo Jesus Cristo, cheio de glória e majestade, virá do Céu para julgar todos os homens, bons e maus, e para dar a cada um o prêmio ou o castigo que terá merecido.

É certo que cada um, depois da morte, será julgado por Jesus Cristo no Juízo Particular. Mas deveremos ser também julgados no Juízo Universal² por várias razões:

1)para a glória de Deus;
2)para a glória de Jesus Cristo;
3)para a glória dos Santos;
4)para confusão dos maus;
5)finalmente, para que o corpo tenha, juntamente com a alma, sua sentença de prêmio ou castigo.


A suprema glorificação

No Juízo Universal manifestar-se-á a glória de Deus porque todos conhecerão com quanta justiça Deus governou o mundo, embora agora se vejam às vezes os bons em aflição e os maus em prosperidade.

No Juízo Universal manifestar-se-á a glória de Jesus Cristo porque, tendo sido Ele injustamente condenado pelos homens, comparecerá então face a todo o mundo como Supremo Juiz de todos.

No Juízo Universal manifestar-se-á a glória dos Santos porque muitos deles, que morreram desprezados pelos maus, serão glorificados na presença de todo o mundo.

No Juízo Universal a confusão dos maus será grandíssima, sobretudo a daqueles que oprimiram os justos, e a dos que procuraram em vida ser estimados como se fossem homens de virtude e bondade, vendo então manifestar-se a todo o mundo os pecados por eles cometidos, mesmo os mais secretos.

Referências:

1. Catechismo Maggiore promulgato da San Pio X, Roma, Tipografia Vaticana, 1905, Edizione Ares, Milano.
2. É claro que todos os juízos particulares havidos serão confirmados no Juízo Final (Universal), e não haverá discrepâncias entre eles, mas o Juízo Final revestir-se-á de um caráter solene e universal que não cabia no Juízo Particular.
Share:

7º dia - Novena à São Pio


Oração inicial:


+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso divino amor. 
V/.Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado 
R/.E renovareis a face da terra. 
Oremos: Ó Deus que iluminais os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo espírito saibamos tudo que é reto e gozemos sempre de suas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração a São Pio de Pietrelcina
Ó Deus, que concedestes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da paixão de Vosso Filho, concedei-me, pela sua intercessão, a graça (pausa para colocar suas intenções), que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

SÉTIMO DIA

Benditíssimo Padre São Pio de Pietrelcina. Vós que tendes realizado o projeto de salvação de Deus e tendes oferecido vossos sofrimentos para desatar os pecadores das redes de Satanás, rogai a Deus para que os homens que não creem tenham uma grande e verdadeira fé e se convertam, arrependendo-se do fundo de seus corações; para que as pessoas com pouca fé melhorem sua vida cristã; e para que os homens justos continuem no caminho da salvação.
   São Padre Pio: rogai por nós 
   
Meditação: “Se o pobre mundo pudesse ver a beleza da alma sem pecado, todos os pecadores, todos os incrédulos se converteriam no mesmo instante”. (Padre Pio)


Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado! ” Eis que bato, procuro e peço a graça… 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá! ” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória 

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão! ”Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória 

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

   Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. 


São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Rezar a Salve Rainha.

Share:

Os estigmas de Cristo em Padre Pio

Hoje foi o dia em que Padre Pio se uniu mais estritamente a Paixão de Nosso Senhor, recebendo os Sagrados Estigmas. Em 20 de setembro de 1918 São Pio recebia os estigmas visíveis da Paixão do Senhor.




Foram bem tristes os primeiros meses de 1918. A guerra e a (gripe) “espanhola” haviam matado muitos da população e do convento.

O padre Pio teve as chagas de Cristo crucificado que levou em seu corpo visivelmente durante 50 anos. Um pouco mais de um mês depois de haver tido o coração transpassado, o padre Pio recebe os sinais, agora visíveis, da Paixão de Cristo. O padre descreve este fenômeno e graça espiritual a seu diretor por obediência:

" Era sexta feira, manhã do dia 20 de setembro de 1918.  Eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da Missa e senti pouco a pouco que me elevava a uma oração sempre mais suave, de pronto uma grande luz me deslumbrou e me apareceu Cristo que sangrava por todas as partes.

De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais bem pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o costado. Quando voltei a mim, me encontrei sozinho e com chagas. As mãos, os pés e o costado sangravam e me doíam até fazerem perder todas as forças para levantar-me. Sentia-me morrer, e haveria morrido se o Senhor não houvesse vindo a sustentar-me o coração que sentia palpitar fortemente em meu peito. Me arrastei até a cela. “Recostei-me e rezei, olhei outra vez minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a Deus”.




Os estigmas do padre Pio eram feridas profundas no centro das mãos, dos pés e o costado esquerdo. Tinha mãos e pés literalmente traspassados e lhe saia sangue vivo de ambos os lados, fazendo do padre Pio o primeiro sacerdote estigmatizado na história da Igreja. O provincial dos Capuchinhos de Foggia convidou ao Professor Romanelli, médico e diretor de um prestigioso hospital, para que estudasse o caso e desse seu parecer. O Doutor Romanelli não teve a menor dúvida do caráter sobrenatural do fenômeno.

Pouco depois a Cúria Geral dos Capuchinhos em Roma enviou a São Gionanni Rotondo outro especialista, o professor Giorgio Festa. Suas conclusões foram que “os estigmas do padre Pio tinham uma origem que os conhecimentos científicos estavam muito longes de explicar. A razão de sua existência está além da ciência humana”.

A notícia de que o padre Pio tinha os estigmas se estendeu rapidamente. Muito rápido, milhões de pessoas acudiam a São Giovanni Rotondo para vê-lo, beijar suas mãos, confessar-se com ele e assistir a suas longas Missas. Tinha para si a dor e a humilhação, cuidava de esconder ainda mais as feridas e as dores que causavam para evitar o fanatismo do povo.

Uma grande celebridade em matéria de psicologia experimental, o padre Agustim Gemelli, franciscano, doutor em medicina, fundador da Universidade Católica de Milão e grande amigo do Papa Pio XI, foi visitar ao padre Pio, mas como não levava permissão por escrito para examinar suas chagas, este recusou a mostrá-las.

O padre Gemelli saiu de São Giovanni com a idéia de que os estigmas eram falsos, de natureza neurótica e publicou seu pensamento em um artigo publicado em uma revista muito popular. O Santo Ofício se valeu da opinião deste grande psicólogo e fez público um decreto no qual declarava a pouca constância na sobrenaturalidade dos fatos.


Padre Gabriele Amorth falecido aos 91 anos 16/09/2016 conheceu Padre Pio de perto, era o exorcista mor de Roma.

Sobre os Estigmas, o Padre Gabriele Amorth esclarece: (Padre Gabriele Amorth é o exorcista oficial do vaticano). As pessoas eram desconcertadas: se o Senhor havia usado em Padre Pio aqueles sinais visíveis da Paixão, não seria um grande convite correr a ele, como modelo de imitação de Cristo? Naquele ano, eu escrevia todas as semanas na Famiglia Cristiana (Família Cristã). O diretor, meu confrade, Pe. Zelli, sabia que eu era um assíduo de Padre Pio. Disse-me: “É hora de falar claro. Escreva um artigo equilibrado e bem fundamentado; o publicarei nas duas primeiras páginas, as mais qualificadas da revista”.

Assim escrevi meu artigo, que foi publicado em 23 de novembro de 1958, com o título bastante provocativo: “Em resumo, duvidamos ou não acreditamos em Padre Pio?” Não se pode negar, a principio, a possibilidade do estigma. Na história da Igreja encontramos cerca de 340 pessoas que o haviam recebido; umas oitenta dessas são canonizadas, às quais não há dúvidas de sua bondade e sinceridade quanto ao tema. Tenta-se entender porque Deus manda estes males, que significado têm. Provavelmente para recordar aos homens o valor redentor da dor e convidar-los a meditar a Paixão do Salvador. Mas não se pode negar que, o sujeito que a carrega, pode nos mostrar um confirmação plena da imagem de Jesus. Talvez este aspecto, que é claro para nós, passe despercebido em Padre Pio.

Para Padre Pio os estigmas são qualquer coisa que não suas; não se referem a ele, são somente valores para recordar o sofrimento do Senhor. Conseqüentemente deixa-se beijar, como se deveria uma imagem sacra; direi que nele há uma grande veneração. Na realidade são uma imagem do Crucificado não esculpida na madeira ou reproduzida em uma tela, mais impressa em sua carne viva.

A Igreja se pronuncia abertamente pela verdadeira história e características sobrenaturais do estigma de São Francisco, que havia sido o primeiro a receber de Deus aquele sinal de dor, semelhante ao de Jesus Cristo. Tem sido precisamente assim – especialmente nos últimos anos – os critérios de base sobre os quais se torna possível reconhecer ao menos a presença de um estigma verdadeiro, ou seja, baseado em características sobrenaturais.

Na teoria, os princípios são claros; mas na prática, sim, precisa-se proceder com muita cautela neste assunto, ao aplicar esses princípios, especialmente quando se trata de uma pessoa viva. Apesar de tudo, acreditamos que, com relação ao Padre Pio, possa ser dado um parecer. Outros ilustres teólogos já se pronunciaram a respeito: todos nós nos rendemos à evidência de que não se trata de um “novo acontecimento”, para o qual é apropriado duvidar, mas trata-se de uma pessoa conhecidíssima, controladíssima, com setenta e um anos (Padre Pio nasceu em 25 de março de 1887) e que há quarenta anos carrega os estigmas; consequentemente já há uma prova de tempo que, de modo não definitivo, legitima um julgamento a título pessoal. Só o fato que Padre Pio tenha o estigma, não é discutível. São testes médicos precisos e publicados; é uma verdade verificável em qualquer momento.

Vejamos antes se podemos pensar que a origem de tais feridas é sobrenatural. Os critérios nos quais deve se basear são estes cinco:

1. O estigma deve ser verdadeiro e adequado á ferida, importantes modificações dos tecidos e localizado onde eram as feridas de Cristo (aproximadamente), tratando-se de ferida mística não importa se, até o detalhe secundário, respeita a verdade histórica comum na crença; o que quero dizer é que não importa se as feridas são no pulso ou na palma da mão, se a ferida é natural quando encontrada, diferentemente, em qualquer outra parte do corpo.

2. Deve aparecer instantaneamente; em geral causa dor aguda no dia, que recorda a Paixão do Senhor, como na Sexta-feira e na Semana Santa. Ao contrário: a dor pela ferida natural depende da situação atmosférica; portanto não há nenhum respeito pelo calendário litúrgico.

3. No verdadeiro estigma há ausência de fatos supurativos: nenhuma podridão, nenhum odor fétido, etc. Quando as lesões naturais prolongadas não são desinfetadas, dão origem a supurações e podem causar gangrena.

4. Os estigmas são acompanhados de contínua hemorragia. Não são como outras feridas.

5. Os estigmas permanecem inalterados, imunes a todo tratamento médico; não se alteram por remédio terapêutico nem por tratamentos; duram até muitos anos. As outras feridas, medicadas, cicatrizam-se. A ferida de Padre Pio responde a todos esses requisitos.

É verdade que muitos médicos racionalistas haviam tentado demonstrar por vias naturais (sugestionamento, histerismo, fixação, etc.) a estigmatização. Mas foram seus testes que negaram, através de exames feitos, a inexistência de fatos sobrenaturais: todos os argumentos não são reconhecidos cientificamente. Muitos deles, tratando de forma patológica a situação, tentaram demonstrar tratar-se de pessoa histérica ou anormal (como realmente acontece quando se trata de coisas como esta).

O contrário ocorre, porém, em tipos como Padre Pio, pleno de bom senso e de sã atividade, demonstrando ótimas condições psicológicas. Assim narra um jovem médico americano que disse ao padre: “Eu não acredito nos seus estigmas; eles só aparecem porque você pensava muito fixamente no estigma de Cristo”. E o bom frei lhe respondeu com um sorriso bondoso: “Muito bem, filho; pensa intensamente ser um boi; verá que te nascerão chifres”. Uma boa resposta para persuadir naquele doutorzinho.

Se a situação é tão clara, porque a Igreja não se pronuncia? Porque há um outro motivo. O Senhor dá esta graça a alguém que pratica a heróica virtude e que, sozinho, também recebe outros dons sobrenaturais, como êxtase, bilocação, etc.

Notemos bem: se os estigmas são uma prova de santidade, a Igreja espera ver a santidade como prova do estigma. E a santidade não consiste num dom especial de Deus, que poderia dar a qualquer um a vantagem da fidelidade; mas este é um exercício de virtude em grau heróico e com perseverança. Consequentemente, somente depois da morte se pode ter controle: enquanto estamos vivos, corremos todos os riscos de cair a qualquer momento, qualquer que seja de nosso grau de união com Deus. É por isso que a Igreja não se pronuncia.

Mas isso não quer dizer que não possamos ter convicção sobre o Padre Pio: sobre isso nós temos todos os direitos. É permitido admirar nele os prodígios da graça, como é permitido “não crer”; não é nenhum pecado! Mas ainda nesse juízo pessoal não devemos seguir o capricho ou os rumores. O Evangelho sugere esta regra: “Pelos frutos se conhece a planta; se os frutos são bons, a planta é boa”. Que seja assim o juízo que façamos, observando a paciência de Padre Pio, sua caridade, sua aceitação da dor, sua vida santa dedicada somente em fazer o bem.

Não há quem não conheça historias de conversões, retornos à Igreja, vidas transformadas pelo encontro com o padre. São fatos que não podemos tratar com indiferença; como as curas, etc. Também nos sentimos irritados pelo excessivo entusiasmo de uns ou fanatismo de outros.

O Papa Pio XI fez uma certa visita ao padre e fez parecer ser contra. Mas não foi uma opinião oficial e muito menos irrevogável. Foi uma opinião como tantas, expressa por um médico que fez o exame de outro médico. Com todo o respeito pela categoria, Pio XI era desconhecedor dessas coisas. Ao contrário, se sabe que no dia da beatificação de Santa Teresa de Lisieux Padre Pio foi visto presente em São Pedro (mesmo estando em San Giovanni Rotondo); um outro monsenhor testemunhou o fato, contou ao Papa, acrescentando que também D. Orione havia visto. E o Papa respondeu: “Se Dom Orione também o viu, sim, acredito”.

Na conclusão: porque somos livres, pensemos também com nossa cabeça. Mas, usando o raciocínio razoável que deve sempre caracterizar um homem. É absurdo, depois de tantos anos de provas e tantos testemunhos importantes, negar os fatos e jogar um parecer inventado em um homem como Padre Pio. É um homem de Deus, um “grande Sacerdote”, no pleno exercício do ministério em que há repercussão mundial. Ninguém pode se contentar com isso, perceba que são reconhecidos nele outros carismas sobrenaturais e o apreço de um instrumento do Senhor pela graça extraordinária; relembre da Missa de fé que acontece em San Giovanni Rotondo, nas elevadas personalidades eclesiásticas e civis que se voltaram a ele, e se sentirá em boa companhia”.

É permitida a divulgação desde que se cite a fonte: www.padrepioblog.blogspot.com
Share:

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

6º dia - Novena a São Pio


Oração inicial:


+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso divino amor. 
V/.Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado 
R/.E renovareis a face da terra. 
Oremos: Ó Deus que iluminais os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo espírito saibamos tudo que é reto e gozemos sempre de suas consolações. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.


Oração a São Pio de Pietrelcina
Ó Deus, que concedestes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da paixão de Vosso Filho, concedei-me, pela sua intercessão, a graça (pausa para colocar suas intenções), que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

SEXTO DIA

Obedientíssimo Padre São Pio de Pietrelcina. Vós, que quisestes tão bem aos enfermos, mais que a vós mesmo, porque neles víeis Jesus. Vós, que em nome de Deus operastes milagres de curas do corpo, da alma e da mente, no presente, no passado e no futuro das pessoas, devolvendo esperança de vida e renovação de espírito, recuperando a integridade total das pessoas, rogai a Deus por todos os enfermos, por intercessão de Maria Santíssima, para que possam experimentar vossa forte ajuda, e através da cura do corpo possam encontrar benefícios espirituais e agradecer sempre a Deus.

   São Padre Pio: rogai por nós 
   
Meditação: Se eu sei que uma pessoa está aflita, seja em sua alma ou em seu corpo, suplicarei a Deus para vê-la livre de seus males. De boa vontade tomaria todos os seus sofrimentos para vê-la salva e cederia os frutos de tais sofrimentos em seu favor. ” (Padre Pio).


Coroinha ao Sagrado Coração de Jesus

I– Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado! ” Eis que bato, procuro e peço a graça… 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

II – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá! ” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

III – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão! ”Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça… 


Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

   Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. 


São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Rezar a Salve Rainha.

Share:
Copyright © Padre Pio Blog | Powered by Blogger
Design by SimpleWpThemes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com