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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Nota de Repúdio


O Blog do Padre Pio repudia firmemente a aberração que ocorrerá a 24 de fevereiro de 2017, última sexta-feira do referido mês, sob o disfarce de homenagem aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ou simplesmente Nossa Senhora Aparecida.

§§§“NÃO VOS SUJEITEIS AO MESMO JUGO QUE OS INFIÉIS. POIS, QUE UNIÃO PODE HAVER ENTRE A JUSTIÇA E A INIQUIDADE? OU QUE SOCIEDADE ENTRE A LUZ E AS TREVAS? QUE CONCÓRDIA ENTRE CRISTO E BELIAL? QUE DE COMUM ENTRE O FIEL E O INFIEL? QUE RELAÇÃO ENTRE O TEMPLO DE DEUS E OS ÍDOLOS? Com efeito, somos o templo de Deus vivo, como Deus disse: “Habitarei neles e andarei entre eles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo.(Leviticus XXVI, 11-12)"
 II Epístola de São Paulo aos Coríntios, VI, 14-18.
Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor. Não toqueis o que é impuro, e eu vos receberei. Serei vosso pai, e vos sereis meus filhos e minhas filhas, diz o Senhor todo poderoso." 
Isaias LII, 11; Jeremias XXXI, 9

Bíblia Sagrada; Novo Testamento – Versão segundo o texto original pelo Padre Matos.

Texto do Apostolado Igreja Tradicional.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Os papas conciliares e a modernidade

Jornal Si Si No No, Ano XLII, nº10/ Tradução: Permanência


1º) João XXIII, no discurso de abertura do Concílio, em 11/10/1962, disse: “ferem agora os ouvidos sugestões de pessoas (...) que, nos tempos modernos, só veem prevaricação e ruína; vão repetindo que nossa época, comparada com as passadas, foi piorando (...) A Nós parece ter que dissentir desses profetas de desgraças[1], que anunciam sempre eventos infaustos (...). Sempre a Igreja se opôs aos erros, várias vezes os condenou com máxima severidade. Agora, porém, a Esposa de Cristo prefere usar a medicina da misericórdia em vez da severidade. (...) Não que faltem doutrinas falazes (...), mas hoje em dia parece que os homens estão propensos a condená-las por si mesmos” (Enchiridion Vaticanum, Documenti. Concilio Vaticano II, EDB, Bologna, IX ed., 1971, p.39 e p.47).

Respondemos:

a) Os tempos modernos começam com Descartes para a filosofia, Lutero para a religião e Rousseau para a política, e os seus sistemas estão em ruptura com a Tradição Apostólica, a Patrística, a Escolástica e o dogma católico. De fato, a modernidade é caracterizada pelo subjetivismo. Seja na filosofia: “Penso, logo existo”, que é a via aberta por Descartes ao idealismo para o qual é o sujeito que cria a realidade. Seja em religião, com o livre exame da Bíblia sem a interpretação dos Padres e o Magistério e com a relação direta homem-Deus sem mediadores (Lutero: “sola Scriptura” “solus Christus”). Seja em política, pois o homem não é animal social por natureza, antes é solitário, portanto é ele quem cria a sociedade temporal mediante o “contrato social”.

O subjetivismo da modernidade, unindo-se à doutrina católica, transforma-a, esvazia desde dentro, torna-a um produto do intelecto humano ou do subconsciente e não mais uma Revelação divina real e objetiva a que se tem de assentir.

A afirmação de João XXIII coincide com a essência do modernismo, tal como a descreve São Pio X na Encíclica Pascendi (08/09/1907): o conúbio entre o idealismo filosófico da modernidade e a doutrina católica, que se tornaria, assim, um produto do pensamento ou do sentimento humano.

b) Se “Sempre a Igreja se opôs aos erros, várias vezes os condenou com máxima severidade. Agora, porém, a Esposa de Cristo prefere usar a medicina da misericórdia em vez da severidade”, isso significa que se prefere ir contra a doutrina e a prática constante da Igreja (ver Pio IX em Tuas libenter, 1863).

c) Além disso, o erro deve ser combatido com justiça e misericórdia, não é possível cindir essas duas virtudes, que são correlativas e se desenvolvem juntas. “Ubi veritas et justitia ibi caritas”. Querer usar só a misericórdia significa cortar a conexão entre as virtudes, que crescem todas juntas e em harmonia, como o corpo de um menino que vira homem. Não se pode andar com uma perna só.

d) “hoje em dia parece que os homens estão propensos a condená-las por si mesmos”. Não é verdade, e a história dos últimos cinqüenta anos o confirma. Os erros se multiplicaram. Por causa do pecado original o homem tende mais facilmente ao mal e ao erro. Logo, não se pode afirmar que o homem contemporâneo é maduro para discernir a verdade do erro, para condenar o segundo e a abraçar a primeira, nadando contra a corrente. Essa frase do papa, ao menos implicitamente, nega o pecado original e as suas feridas, especialmente a malícia da vontade e o ofuscamento da inteligência. Portanto, até essa frase é sinal de ruptura com a doutrina e a prática bimilenária da Igreja infalível.

***

2º) Paulo VI, no Discurso de abertura do segundo período do Concílio (29/09/1963), disse: “O Concílio procurará lançar uma ponte para o mundo contemporâneo (...) Saiba o mundo: a Igreja o vê com profunda compreensão, com sincera admiração, com franco propósito, não de conquistá-lo, mas de valorizá-lo; não de condená-lo, mas de confortá-lo” (Enchiridion Vaticanum, Documenti. Concílio Vaticano II, EDB, Bologna, IX ed, 1971, p. 109).

Respondemos: “lançar uma ponte entre o catolicismo e o mundo contemporâneo”, que é caracterizado pelo niilismo filosófico, ainda mais radical que o idealismo subjetivista, equivale a abrir as portas de uma cidade sitiada ao inimigo, que inevitavelmente entrará e a destruirá. O pensamento expresso por Paulo VI peca ou de otimismo exagerado ou de conivência com o inimigo.

“Igreja o vê [o mundo contemporâneo] com profunda compreensão, com sincera admiração”
A filosofia do mundo contemporâneo é o niilismo metafísico que gostaria de aniquilar a Deus, o ser, a realidade, a moral e a lógica racional. Por isso, é impossível ao católico fiel olhá-lo com admiração. Essa frase de Paulo VI é ainda mais radical que a de João XXIII. O Papa Montini admira o mundo contemporâneo e realmente fez uma ponte para que ele entrasse na Igreja, mas o resultados destes cinquenta anos de neomodernismo foi catastrófico: a deformação da doutrina dogmática/moral, da liturgia e a apostasia de muitos católicos.

3º) Ainda Paulo VI, na homilia da nona sessão do Concílio (07/12/1965): “A religião de Deus que se fez homem se encontrou com a religião (porque tal é) do homem que se faz Deus. Que coisa ocorreu? Um choque, uma luta, um anátema? Poderia ser, mas não foi. A antiga história do samaritano foi o paradigma da espiritualidade do Concílio. Uma simpatia imensa o permeou inteiramente. (...) Reconhecei-lhe ao menos nisto algum mérito, humanistas modernos, que negais as verdades transcendentes, dai ao Concílio ao menos este louvor e reconhecei este nosso humanismo novo: também nós — e nós mais do que ninguém — somos cultores do homem. (...) Uma corrente de interesse e de admiração saiu do Concílio sobre o mundo atual. (...) Ao invés de deprimentes diagnósticos, remédios encorajadores; ao invés de funestos presságios, mensagens de confiança partiram do Concílio para o mundo atual: seus valores foram não apenas respeitados, mas honrados; os seus esforços apoiados; suas aspirações purificadas e abençoadas” (Enchiridion Vaticanum, Documenti. Concílio Vaticano II, EDB, Bologna, IX, 1971, p. 282-283).

Respondemos:

1. “A religião de Deus que se fez homem se encontrou com a religião do homem que se faz Deus”: a filosofia panteísta do super-homem, que “matou” Deus e pensou em tomar-lhe o posto: tudo o que suscitou a profunda simpatia do papa Montini. Estamos agora frente a frente ao niilismo eclesiástico que gostaria de destruir a Igreja e colocar o homem no lugar dela.

2. Paulo VI declarou ser mais que qualquer outro “cultor do homem”, mas a religião católica adora Deus e não o homem. Ainda aqui estamos em pleno panteísmo, na coincidência oppositorum spinioziana e na dialética da contradição (tese, antítese e síntese) de Hegel.

O culto do homem que se faz Deus nos faz pensar ao pecado de Lúcifer, que foi precipitado do céu no inferno por querer ser igual a Deus. São Pio X na sua primeira Encíclica E supremi apostolatus (04/10/1903) se perguntava se o Anticristo afinal não estivesse já presente entre nós, uma vez que a característica da modernidade e do modernismo é justamente o culto do homem.

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4º) Paulo VI sempre disse que a Igreja contemporânea buscava “alguns pontos de convergência entre o pensamento da Igreja e a mentalidade característica do nosso tempo” (L’Osservatore Romano, 25/07/1974).

Respondemos:

1. Paulo VI reafirma sua vontade de fazer convergir o pensamento da Igreja e o pensamento contemporâneo impregnado não apenas de idealismo, mas também de niilismo. São Pio X definiu o modernismo como o conúbio espúrio entre catolicismo e filosofia moderna. Montini vai além do modernismo clássico filo-idealista e abraça a filosofia contemporânea da “morte de Deus” (Nietzsche).

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5º) João Paulo II afirmou na sua primeira encíclica Redemptor hominis (1979), nº 9: “Deus em Cristo se aproxima a todo homem dando-lhe o três vezes santo Espírito de Verdade” e ainda em 11: “A dignidade que todo homem atingiu em Cristo é esta: a dignidade da adoção divina”. Sempre na mesma encíclica, nº 13: “não se trata do homem abstrato, mas real, concreto, histórico, se trata de cada homem, porque (...) com cada um Cristo se uniu para sempre (...). O homem — sem exceção nenhuma — foi salvo por Cristo, porque, com o homem — cada homem sem exceção nenhuma — Cristo está de algum modo unido, mesmo que esse homem não esteja consciente disso (...) mistério [da Redenção] do qual se torna partícipe cada um dos 4 bilhões de homens viventes sobre o nosso planeta, a partir do momento em que é concebido no seio de sua mãe”.

Respondemos:

O Verbo se uniu à sua natureza humana individual e não a toda natureza humana em geral. Por isso nem todos os homens têm a graça santificante e estão unidos sobrenaturalmente a Jesus. João Paulo II erra gravemente quando afirma a união e a salvação de todos pelo fato que Cristo se uniu a cada homem, ainda — como veremos — a cada ser. Achamo-nos em pleno pã-cristismo teilhardiano.


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6º) Na sua segunda encíclica (1980) Dives in misericórdia nº 1, João Paulo II afirma: “Entre as várias correntes do pensamento humano, no passado e no presente, foram e continuam sendo propensas a dividir e até a contrapor o teocentrismo com o antropocentrtismo, a Igreja [conciliar, ndr.](...) procura uni-los (...) de maneira orgânica e profunda. E este é um dos pontos fundamentais, e talvez o mais importante, do magistério do último Concílio”.

Respondemos: João Paulo II retoma e desenvolve a frase de Paulo VI sobre o “homem que se faz Deus e Deus que se faz homem” e como Paulo VI quer conciliar o inconciliável: o antropocentrismo e o teocentrismo. Deus e o homem fariam uma só coisa, pois antropocentrismo e teocentrismo se conciliam: eis o culto do homem de que falava Paulo VI. Essa doutrina é considerada por João Paulo II como o ponto mais importante do Vaticano II, ou, ao menos, como um dos pontos fundamentais de seu magistério pastoral. E, contudo, certamente, o fio condutor da doutrina neomodernista de João XXIII a Francisco.

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7º) Na sua terceira encíclica (1986) Dominum et vivificantem nº 50 João Paulo II escreveu: “Et Verbo caro factum est. O Verbo se uniu a toda carne (criatura), especialmente ao homem, esse é o alcance cósmico da Redenção. Deus é, em certo sentido, imanente ao mundo e o vivifica desde dentro. (...) A Encarnação do Filho de Deus significa a assunção à unidade com Deus não apenas da natureza humana, mas nessa, em um certo sentido, de tudo aquilo que é carne: de...todo o mundo visível e material (...) O Gerado antes de toda criatura, encarnando-se...se une, de algum modo com a inteira realidade do homem (...) e nessa com toda carne, com toda a criação”.

Respondemos: Esta é uma verdadeira e própria profissão de panteísmo. O Verbo se teria unido não só com cada homem, mas ao mundo inteiro. Deus — é verdade — está presente por toda parte porque é infinito, mas não é a alma que vivifica o mundo desde dentro.

O Cristo cósmico de Teilhard de Chardin é retomado por João Paulo II, que o declara o ponto mais importante do Concílio. Com efeito, o “espírito” do Vaticano II sofre as consequências do pensamento de Teilhard de Chardin, de João XXIII até Francisco, passando por João Paulo II, que fez do pã-cristismo seu cavalo de batalha.

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8º) Karol Wojtyla, em 1976, já cardeal, pregando um retiro espiritual a Paulo VI e a seus colaboradores, publicado em italiano com o título de Sinal de Contradição, Meditações (Milano, Vita e Pensiero, 1977) inicia a meditação “Cristo revela plenamente o homem ao homem” (cap. XII, pp.114-122) com Gaudium et Spes nº 22, dizendo: “o texto conciliar, aplicando por sua vez a categoria do mistério ao homem, explica o caráter antropológico ou mesmo antropocêntrico da Revelação oferecida aos homens em Cristo. Essa Revelação está concentrada sobre o homem (...). O Filho de Deus, por Sua Encarnação, se uniu a todo homem, tornou-se — como Homem — um de nós. (...). Eis os pontos centrais aos quais se poderia reduzir o ensinamento conciliar sobre o homem e sobre o seu mistério” (pp. 115-116).

Respondemos: Este é o extrato dos textos do Vaticano II: culto do homem, panteísmo imanentista e antropocentrismo idolátrico. É sempre o mesmo erro, ainda que apresentado de modo um pouco diferente: a Revelação “está concentrada no homem”, tem um caráter antropocêntrico, o homem está no centro de todas as coisas, é “o ás leva todas”, como dizia Cornelio Fabro. Deus se uniu ao homem não pela graça santificante, mas pelo fato de que Deus e o cosmo coincidem. Esse imanentismo panteísta é uma das características peculiares de Vaticano II: “Deus está imanente no mundo e o vivifica desde dentro”.

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9º) Francisco responde a Eugenio Scalfari: “O Vaticano II, inspirado por Papa João XXIII e Paulo VI, decidiu olhar o futuro com espírito moderno e abrir-se à cultura moderna. Os padres conciliares sabiam que se abrir à cultura moderna significava ecumenismo religioso e diálogo com os infiéis. Desde então foi feito muito pouco naquela direção. Tenho a humildade e a ambição de querer fazer” (Repubblica, 1º outubro 2013, p.3).

Respondemos: Francisco supera de longe João XXIII e Paulo VI. De fato, segundo ele, o Concílio Vaticano II parou no meio do caminho no diálogo com a modernidade e a pós-modernidade. Logo afirma que será ele a chegar às conclusões extremas. E foi visto! O modernismo revolucionou a doutrina cristã até no campo moral: sim à comunhão aos divorciados recasados (Cf. Exortação Amoris Laetitia, 19/03/16), a qual, como disse o Cardeal Muller, prejudica três sacramentos: o matrimônio, porque praticamente se aceita o divórcio, eliminando a indissolubilidade do matrimônio; a confissão, porque se deveria absolver sacramentalmente quem não está arrependido e continua a viver em estado de pecado grave; a Eucaristia, porque se poderia dar a comunhão até aos divorciados ditos recasados que não estão na graça de Deus. Quanto às “diaconisas”, a proposta de Francisco prejudica o sacramento da Ordem.

CONCLUSÃO

De João XXIII até Francisco houve abertura ao mundo. Francisco não é o único nem o primeiro a fazê-lo. As frases supracitadas nos fazem entender que existe um fio condutor que une os papas conciliares e pós-conciliares. A única diferença entre eles é a velocidade, que em Francisco chegou ao cume, mas a abertura à modernidade é comum a todos eles.

Tudo isso nos faz pensar que na hora presente só uma intervenção divina especial poderá colocar as coisas no lugar. De fato, a doença modernista não só penetrou na Igreja mas chegou até o seu vértice. Ora, acima do papa, só há Deus e, como os artífices da teologia neomodernista foram quatro papas: João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Francisco, só Deus poderá parar a avalanche de erros que se abateu sobre o mundo eclesial a partir de 1959.

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[1] Note-se que no Antigo Testamento os Profetas eram enviados por Deus para anunciar castigos e desgraças quando Israel abandonava o monoteísmo. Logo, os santos Profetas vétero-testamentários eram profetas de desgraças por vontade e por ordem de Deus.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Que Religião é Esta?


Numa breve alocução perante uma “audiência inter-religiosa”, a 3 de Novembro, no Vaticano, Francisco falou sobre “o tema da misericórdia”, mas não fez referência alguma a Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei da Misericórdia, o único Salvador misericordioso da humanidade, nem fez referência alguma aos Sacramentos da Igreja que Cristo instituiu, precisamente para dar a Sua misericórdia aos homens de boa vontade.

Aludindo vagamente à “mensagem cristã”, enquanto não dizia absolutamente nada sobre a graça do arrependimento que deve anteceder a graça da justificação nem sobre a regeneração da alma do homem caído, Francisco delineou, em vez disso, um conceito de misericórdia que parece ser desenhado para se acomodar a toda e qualquer coisa a que se chame religião.

A Misericórdia – disse Francisco – não é o perdão do pecado que Deus concede através do Batismo ou da absolvição, no confessionário, de um pecador arrependido, da maneira que Cristo ordenara quando deu Autoridade à Sua Santa Igreja (cf. João 20:23). Pelo contrário – opinou ele – “o mistério da misericórdia não é para ser celebrado só por palavras, mas sobretudo por atos, por um modo de vida verdadeiramente misericordioso marcado pelo amor desinteressado, pelo serviço fraterno e pela partilha sincera.”

O que é que tudo isto tem a ver com a Misericórdia Divina para com o pecador que se arrepende e regressa a Deus – que foi alegadamente o tema do Ano da Misericórdia, agora a terminar? Em vez disso, a alocução parece confundir a Misericórdia Divina com atos humanos de bondade, privados de qualquer tipo de graça sobrenatural.

E na verdade é isso mesmo – porque Francisco continua, dizendo que “A Igreja cada vez mais quer adotar este modo de vida, como parte também do seu ‘dever de fomentar a unidade e a caridade’ entre todos os homens e mulheres…” A Igreja é apresentada como uma organização que só há pouco começou a descobrir inteiramente o que significa a misericórdia! Significa, segundo Francisco, um “modo de vida” – e de novo sem referência à Misericórdia Divina para com os pecadores arrependidos.

A Misericórdia como um “modo de vida” – em vez de ser uma ação de Deus para com um pecador – é algo que qualquer pessoa, seja qual for a sua crença, pode possuir. Assim – diz Francisco – “[a]s religiões também são chamadas a este modo de vida, seja de que maneira for, particularmente no nosso tempo, como mensageiras da paz e construtoras da comunhão, e para proclamar, em oposição a todos aqueles que semeiam conflito, divisão e intolerância, que o nosso tempo é de fraternidade.”

-Reparem bem: “As religiões” são referidas indiferentemente, como se estivessem todas em pé de igualdade quanto à qualidade da misericórdia, que é reduzida, na sua essência, ao trabalho social e à fraternidade.

Continuando o seu refrão indiferentista e panreligioso, Francisco declara que a “misericórdia” como ele a define – citando-se a si mesmo – é aquela qualidade que “está mais aberta ao diálogo, pela qual se podem conhecer e compreender melhor uns aos outros; que elimina todas as formas de mentalidade fechada e falta de respeito; e que expulsa todas as formas de violência e discriminação (Misericordiae Vultus, 23). Isto é agradável a Deus e constitui uma tarefa urgente, respondendo não só às necessidades atuais mas sobretudo ao chamamento do amor que é a alma de toda a religião autêntica.”

Não há aqui uma única palavra sobre a graça sobrenatural da Caridade, obtida e mantida através dos Sacramentos instituídos por Cristo, nem sobre a ação Divina inerente à misericórdia de Deus assim obtida. Pelo contrário, vemos outra vez só um apelo às boas obras, apresentadas como a “alma de toda a religião autêntica.”

Além disso, Francisco declara – citando-se outra vez a si mesmo – que a “misericórdia” significa também a prática da conservação ambiental:

“A Misericórdia alarga-se também ao Mundo ao nosso redor, nosso lar comum, que somos chamados a proteger e a preservar do consumo desenfreado e voraz. É necessário o nosso compromisso para alcançarmos uma educação na sobriedade e no respeito, para um modo de vida mais simples e ordenado, onde os recursos da Criação sejam aproveitados com sabedoria e moderação, com solicitude para com a humanidade como um todo e para com as gerações vindouras, e não apenas para com os interesses do nosso grupo particular e os benefícios do momento presente. Hoje em especial, ‘a gravidade da crise ecológica exige que todos nós consideremos o bem comum, embarcando pelo caminho do diálogo que requer paciência, autodisciplina e a generosidade’” (Laudato Si’, 201).

Pelos vistos, a “religião autêntica” alarga-se agora para incluir não só a única Religião que Deus instituiu, como também todas as religiões e qualquer uma delas cujos membros fazem o bem, incluindo o cuidar do ambiente. A “Misericórdia” assim definida seria então um elemento – segundo Francisco – de praticamente todas as religiões que advogam as boas obras:

“O tema da misericórdia é conhecido em muitas tradições religiosas e culturais, onde a compaixão e a não-violência são elementos essenciais que apontam para um modo de vida; como diz um provérbio antigo: ‘a morte é dura e rígida, a vida é macia e flexível’ (Tao-Te-Ching, 76). Inclinar-se, com amor compassivo, diante dos fracos e necessitados faz parte do espirito autêntico da religião, que recusa a tentação de recorrer ao uso da força, que recusa jogar com as vidas humanas e considera os outros como irmãos e irmãs, e nunca meras estatísticas. Aproximar-se de todos aqueles que estão a viver situações que clamam pela nossa ajuda, tais como a doença, a incapacidade, a pobreza, a injustiça e o rescaldo de conflitos e migrações: isto é um apelo que brota do coração de todas as genuínas tradições religiosas. É o eco da voz de Deus que se ouve na consciência de todas as pessoas, chamando-as – a ele ou a ela – a rejeitar o egoísmo e a estarem abertas…”

Quando Francisco finalmente chega a mencionar a Misericórdia Divina, parece pôr o perdão de Deus para os nossos pecados à disposição de qualquer pessoa que pratique a misericórdia a um nível humano, independentemente de implicar ou não um ato de Caridade sobrenatural motivado pela Divina Graça:

 “Como isto é importante, quando consideramos o receio, hoje muito difundido, de que é impossível sermos perdoados, reabilitados e redimidos das nossas debilidades! Para nós, Católicos, entre os ritos mais significativos do Ano Santo, há o de passarmos com humildade e confiança através da porta – a Porta Santa – para nos encontrarmos inteiramente reconciliados pela misericórdia de Deus, que nos perdoa as nossas transgressões. Mas isso exige que nós também perdoemos àqueles que transgridem contra nós (cf. Mt. 6:12), que perdoemos aos irmãos e irmãs que nos têm ofendido. Recebemos o perdão de Deus para o partilharmos com os outros. O perdão é, sem dúvida, o maior dom que podemos dar aos outros, porque é o mais custoso. No entanto, ao mesmo tempo, é ele que nos faz mais semelhantes a Deus.”

Mas, como a Igreja ensinou sempre, no homem caído, a imago Dei – a semelhança de Deus – só pode restaurar-se mediante a graça da justificação, que se segue à graça do arrependimento do pecado cometido. E os meios ordinários da justificação são o Batismo e, depois do Batismo, a absolvição do pecado mortal por meio da Confissão – sobre a qual Francisco não teve nada a dizer a uma audiência desesperadamente necessitada do auxílio que só a Igreja que Cristo instituiu lhes poderia dar.

É assim que a Fé Católica – a Única e Verdadeira Religião divinamente revelada – se vai esbatendo até uma insignificância, no grande esquema da “religião autêntica” que se reduz às boas obras e ao perdão para com os outros sem qualquer obrigação de aderir à Verdade revelada, nem de aproveitar dos Sacramentos divinamente instituídos, nem sequer, na verdade, de professar qualquer crença religiosa. Os Católicos podem reconciliar-se ao seu modo Católico (-Decerto não é só por passarem por uma Porta Santa com humildade e confiança!), mas qualquer pessoa que perdoa, simplesmente a nível humano, atinge já a semelhança divina.

Enfatizando ainda mais o seu objetivo, para que ninguém o perdesse, Francisco conclui declarando: “-Que sejam as religiões seios de vida, comunicando o amor misericordioso de Deus a uma humanidade ferida e necessitada; -Que elas sejam portas de esperança que ajudem a atravessar os muros levantados pelo orgulho e o receio.” Todas as religiões “comunicam o amor misericordioso de Deus”, não importando os erros ou superstições que elas envolvam. Tudo o que importa, segundo Francisco, é que os seus membros ensinem o perdão e a fraternidade para com os outros e cuidem do ambiente.

Referindo-se ao desastre recente da visita do Papa à Suécia para “comemorar” a Rebelião Protestante lançada por Lutero, o respeitado e erudito Católico Tradicional Roberto de Mattei observou: “o que subiu à superfície no dia 31 de Outubro em Lund, durante o encontro ecumênico entre o Papa Francisco e a Federação Mundial Luterana parece ser uma nova religião.”

-Uma religião nova, na realidade. E não é certamente a Religião da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, instituída por Deus Encarnado. Veja-se o que o Papa Pio XI advertiu sobre aqueles que abraçassem o “movimento ecumênico” então nascente, com as suas reuniões pancristãs:

 “Não há dúvida de que estas iniciativas não podem, de modo algum, ser aprovadas pelos Católicos, pois elas fundamentam-se na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são mais ou menos boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de igual modo aquele sentido inato e natural em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império.  Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira Religião, eles repudiam-na e inclinam-se gradualmente para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí vem claramente que, quem concorda com os que seguem essas teorias e as põem em prática afasta-se inteiramente da Religião divinamente revelada.”

Como o elemento humano da Igreja tem vindo a aceitar e a participar em espetáculos que não só são pancristãos, como também panreligiosos, tais como esta alocução de Francisco, podemos considerar a advertência de Pio XI uma profecia cumprida, bem como a profecia que indubitavelmente está contida no texto completo do Terceiro Segredo de Fátima.

Por: Christopher A. Ferrara

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sábado, 5 de novembro de 2016

O que é exatamente um Católico Tradicionalista?

n/d
Por Christopher A. Ferrara – The Remnant | Tradução: Teresa Maria Freixinho
O fato de que hoje em dia existem católicos denominados “tradicionalistas” é algo sem explicação em toda a história anterior da Igreja Católica. Mesmo no auge da crise ariana — a situação mais análoga à nossa — a Igreja não estava dividida entre tradicionalistas e não tradicionalistas, mas sim entre aqueles que não abraçaram a heresia de Ário e os que o fizeram.
Mas o que é exatamente um tradicionalista? Uma olhada no passado para vermos o modo como as coisas eram antigamente poderá ajudar a transmitir o significado do termo de maneira mais eficaz do que as tentativas habituais de uma definição formal:
-        Antigamente não havia rito de Missa traduzido para as línguas vernáculas do mundo. Havia apenas o idioma litúrgico universal de uma Igreja perene, como podemos ver no Rito Romano imemorial, cujo desenvolvimento orgânico havia prosseguido quase imperceptivelmente desde o século V, ou nos veneráveis ritos orientais, quase tão antigos, que, em grande parte, escaparam ao furioso vandalismo litúrgico que devastou a liturgia principal da Igreja.
-        Antigamente não havia altares-mesa no estilo luterano em nossas igrejas, mas somente altares-mores voltados para Deus, cuja própria aparência despertava o sentido de temor respeitoso e reverência nas pessoas.
-        Antigamente não havia leitores leigos, “ministros da Eucaristia” leigos ou meninas no presbitério, mas somente padres, diáconos a caminho do sacerdócio e os acólitos, que eram a fonte primária de geração após geração das vocações sacerdotais, que enchiam os seminários.
-        Antigamente não havia música profana durante a Missa, mas somente canto gregoriano ou polifonia, despertando a alma para a contemplação do divino, ao invés batidas de pés, palmas ou puro tédio.
-        Antigamente não havia abusos litúrgicos disseminados. No máximo, havia padres que celebravam a Missa tradicional de maneira deficiente, mas dentro de uma estrutura de rubrica, texto e música que, no entanto, protegia o seu mistério central de qualquer possibilidade de profanação e mantinha a dignidade suprema do culto divino contra a fraqueza humana.
-        Antigamente não havia “Máfia gay” nos seminários, nas cúrias e no próprio Vaticano, ou clérigos predadores que molestavam meninos ao redor do mundo, porque as autoridades da Igreja faziam valer a regra de que “os votos religiosos e a ordenação deveriam ser proibidos aos candidatos afligidos por más tendências ao homossexualismo ou à pederastia …”[1]
-        Antigamente não havia seminários vazios, conventos vazios, paróquias abandonadas e escolas católicas fechadas. Havia somente seminários, conventos, paróquias e escolas repletas de católicos fiéis provenientes de família numerosas.
-        Antigamente não havia “ecumenismo.” Havia somente a convicção de que a Igreja Católica é a Igreja única e verdadeira, fora da qual não há salvação. Os católicos seguiam o ensinamento da Igreja que “[diz] que os fiéis não podem de maneira alguma assistir ativamente ou participar de qualquer culto de acatólicos,”[2] e eles compreendiam, mesmo se apenas de maneira implícita, o que o Papa Pio XI insistia sobre: “Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes à reuniões de acatólicos: por quanto não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela. Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos.”[3]
-        Antigamente não havia “diálogo.” Havia somente evangelização pelo clero e apologistas leigos com o objetivo de converter as pessoas à verdadeira religião. E havia os convertidos, que entravam para a Igreja em números tão grandes que parecia mesmo que os Estados Unidos estavam se tornando uma nação católica, uma vez que 30 milhões de americanos ouviam o programa de rádio de Dom [Fulton] Sheen todo domingo.
-        Antigamente não havia defecções em massa do sacerdócio, das ordens religiosas, e de leigos, levando à “apostasia silenciosa” na Europa e em todo o Ocidente. Em vez disso, havia aquilo que um Padre do Concílio Vaticano Segundo descreveu no início do Concílio: “a Igreja, não obstante as calamidades que grassam no mundo, está experimentando uma era gloriosa, se vocês considerarem a vida cristã do clero e dos fiéis, a propagação da fé, e a influência universal salutar que a Igreja possuía no mundo de hoje.”[4]
-        Antigamente não havia “Católicos Carismáticos,” “Neo-Catecumenais,” ou outros “movimentos eclesiais” promovendo novos modos estranhos de culto inventados por seus fundadores. Havia somente católicos, que praticavam o culto da mesma maneira que seus antepassados com continuidade inquebrável durante séculos.
-        Antigamente não havia tradicionalistas, porque não havia necessidade de descrever qualquer católico com essa expressão. Todos os católicos aceitavam instintivamente o que uma série de papas havia prescrito como parte da própria profissão de nossa fé: “Admito firmemente e abraço as tradições apostólicas e eclesiásticas e outras observâncias e constituições da Igreja.”[5]
Antigamente as coisas eram assim. E quando foi essa época passada de que escrevo? Isso não foi há séculos, nem mesmo há um século, ou mesmo uma única era, mas há meros cinquenta anos, dentro da memória de vida de muitos milhões de católicos hoje em dia.
Então o que é um tradicionalista?
Ele não é nem mais nem menos do que um católico que continua praticando a fé precisamente da maneira que a aprendeu em sua infância, ou que recebeu a mesma fé sem reconstrução de seus pais e que, em troca, a transmitirá a seus próprios filhos.
Um tradicionalista, em outras palavras, é um católico que vive a fé como se as calamidades eclesiásticas da época pós-Vaticano II nunca tivessem acontecido – sem dúvida, como se o próprio Vaticano II nunca tivesse acontecido. E a verdade espantosa sobre o tradicionalista é que nenhuma doutrina ou regra disciplinar da Igreja o proíbe de acreditar e prestar culto a Deus dessa mesma maneira, muito embora a grande maioria de católicos não o façam mais.
O fato de existirem católicos que simplesmente continuaram crendo e prestando culto da maneira como os católicos sempre fizeram antes do Concílio, hoje em dia chamados de tradicionalistas — muitos de uma hora para outra em termos históricos —, e que a própria palavra tradição agora distingue esses relativamente poucos católicos da vasta maioria dos membros da Igreja, é um sinal inegável de uma crise como nenhuma outra que a Igreja jamais testemunhou.
Aqueles que negam esse fato teriam que explicar porque somente dentro dessa vasta maioria transformada, corretamente descrita como neo-católicos, a fé está constantemente perdendo o controle sobre as pessoas, e muitas delas estão caindo completamente na“apostasia silenciosa” que João Paulo II lamentou em anos recentes após saudar por tantos anos uma “renovação conciliar”, que foi efetivamente um colapso maciço da fé e da disciplina.
Particularmente, eles teriam que explicar porque é que somente dentro dessa vasta maioria de “Católicos do Vaticano II” encontramos:
-        mais de um quarto de todos os casamentos que acabam em divórcio,[6] com dez milhões de católicos divorciados e “recasados” no mundo todo, cujo adultério permanente o Cardeal Kasper deseja conciliar, com o aparente encorajamento do atual Papa reinante;
-        nascimentos, batismos, casamentos sacramentais, conversões e frequência à Missa diminuindo implacavelmente desde o Concílio;[7]
-        uma rejeição disseminada do ensinamento infalível da Igreja sobre assuntos fundamentais de fé e moral;[8]
-        uma perda repentina e dramática de vocações sacerdotais, deixando o sacerdócio católico ligeiramente menor hoje em dia do que ele estava em 1970, e um declínio drástico no número de religiosos desde então, apesar do dobro da população mundial.[9]
Eles teriam que explicar também porque é somente dentre a pequena minoria de católicos atualmente denominados tradicionalistas que nenhum desses sinais de declínio eclesiástico é evidente.
Em dias recentes a crise eclesiástica que nos acompanha há mais de meio século parece ter atingido uma profundidade da qual não pode haver recuperação sem uma intervenção divina miraculosa. O mundo está cantando hosanas ao novo Papa, incentivando-o à conclusão final, per impossibile, do processo de autodemolição eclesial que Paulo VI passou seus últimos anos lamentando, embora ele mesmo o tivesse desencadeado. Ainda assim, o sistema neo-católico continua a sua marcha confiante para além do ponto sem volta, justificando todas as evidências de desastre, ao mesmo tempo em que defende ostradicionalistas como especialistas obstinados de nostalgia, cujas “sensibilidades” podem ser conciliadas, mesmo se eles não se preocupam mais com o futuro da Igreja. Porém, na verdade, os tradicionalistas são o futuro da Igreja, como a história de nosso tempo irá registrar quando for escrita.
O que é exatamente um tradicionalista? Ele é o que todo católico foi outrora, e será novamente quando a crise passar.
n/d
Católicos tradicionais assistindo a uma Missa Tradicional durante a Segunda Guerra Mundial? Não, apenas católicos assistindo À Missa durante a Segunda Guerra Mundial.

Referências:
[1]“Instrução sobre a Seleção e Treinamento Criteriosos dos Candidatos para os Estados de Perfeição e Ordens Sagradas” [1961])
[2]Can. 1251, §1, CIC (1917),
[3]Mortalium animos (1928), n. 10.
[4]Wiltgen, O Reno se Lança no Tibre, p. 113 (citando o Patriarca Armênio da Cilícia).
[5]Papa São Pio X, Pascendi (1907), nº 42 (citando e afirmando a validade contínua  de uma profissão de fé prescrita por Pio IV e o Beato Pio IX).
[6]Cf. análise estatística da Universidade Georgetown pelo Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA), http://nineteensixty-four.blogspot.ca/2013/09/ divorce-still-less-likely-among.html.
[7]Cf. Análise de tendências estatísticas CARA, http://nineteensixty-four.blogspot.com/2010/08/there-will-likely-be-fewer-catholic.html
[8]Cf. Pew Research Poll,18 de março de 2013, http://www.pewforum.org/2013/03/18/us-catholics-happy-with-selection-of-pope-francis/.
[9]Cf. Tabela estatística CARA, http://cara.georgetown.edu/caraservices/requestedchurchstats.html.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Padre Pio: a Espiritualidade do Vaticano II e do Novus Ordo Missae

Padre Pio (25 de maio de 1887 - 23 de setembro de 1968) foi beatificado em 02 de maio de 1999, e canonizado em 16 de junho de 2002 pelo Papa João Paulo II.

O último ano deste século morrer, decadente vai ver a beatificação do Padre Pio, o santo monge a quem Deus enviou como um sinal para a nossa idade. Pois, enquanto todo mundo quer nos fazer acreditar em uma nova Igreja "carismática", estranhamente não encontramos há qualquer santos milagrosos como os que encontramos ao longo da história da Igreja, começando com o Pentecostes. Padre Pio parece fechar a procissão de seu número, fazendo tão magnificamente, sendo o único padre de ter suportado os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo. 


Muito tem sido escrito sobre o Padre Pio, mais de 600 obras, parece os autores sempre salientar o lado extraordinário de sua vida: não só seus carismas particulares (leitura das almas, cura, ressuscitando pessoas mortas, bilocação, êxtases, exalando e profetizando perfume, etc), mas também os sofrimentos incríveis que ele suportou desde sua infância, as perseguições sofridas de alguns clérigos e até mesmo irmãos na religião, bem como suas duas grandes obras de caridade: a fundação da Casa do Sofrimento e grupos de oração. 

Em resumo, elas apresenta-o para nós como um "santo" mais para ser admirado do que imitar, para que, no final, perdemos as aulas mais interessantes a serem aprendidas a partir desta vida, e as aplicações práticas que poderiam transformar a nossa. Tentaremos, portanto, ainda que imperfeitamente, expor algumas destas lições, esperando que todos seremos capazes de aproveitá-las, e que o Padre, do céu alto, vai socorrer-nos, como ele prometeu a todos os aqueles que gostariam de se tornar seus "filhos espirituais". 

Na aurora da vida totalmente sacrificado a Deus e às almas, o que há para ser encontrado é uma família piedosa, pobre e numerosa, onde a abnegação de cada membro amolece e transforma as duras realidades da vida diária. Aqui vemos confirmado o ditado de Mons. Segur de que é nas famílias onde o espírito de sacrifício está faltando e que as vocações estão em maior risco. Batizado no dia depois de seu nascimento - uma graça para o qual ele foi grato toda a sua vida, Padre Pio foi batizado de Francesco, um presságio de sua vocação franciscana, que viria a ser descoberto por ocasião de uma visita de um monge Capuchinho implorando alimentos para o convento . Mesmo assim, a sua vocação não era decidido sem luta:

"Senti duas forças conflitantes dentro de mim, rasgando meu coração: o mundo queria-me para si, e Deus me chamou para uma vida nova. Seria impossível descrever esse martírio. A mera lembrança da batalha que teve lugar dentro de mim gela o sangue muito em minhas veias....".

Ele ainda não tinha 16 anos quando entrou para o noviciado. Acima da porta do claustro, como uma bem-vinda, ele leu o sinal: "Fazei penitência ou perecer". A regra da vida diária incluía muitas orações, trabalho bastante, e pouco de leitura, sendo restrita especialmente para o estudo da Regra e Constituições. 

Irmão Pio fez-se visível pela abundância das lágrimas que derramou no período da manhã de oração mental, que nas casas dos Capuchinhos é consagrado à meditação da Paixão; lágrimas tão abundante que era necessário para espalhar uma toalha na frente dele no o piso do coro. Tal como acontece com São Francisco, foi a esta contemplação amorosa e compassiva de Jesus crucificado que estava a dever a graça de receber, mais tarde, os estigmas dolorosos em seu corpo. Mesmo assim, ele confidenciou ao seu diretor espiritual, Pe. Agostino: "Em comparação com o que eu sofro na minha carne, o combate espiritual que eu suporto são muito piores." 

Expiatório para com os pecadores: Trials Interior 



Parece que Deus espera que o justo para expiar de modo especial, por meio da tentação, o pecado público de seus contemporâneos. Numa altura em que a psicanálise, com o seu talento para explicar afastado a culpa e o pecado, foi ganhando influência, Padre Pio, como a pequena Teresinha teve que passar por uma crise quase insuportável de escrúpulos, o que o atormentava por três longos anos. Em seguida, depois da tempestade veio a noite, uma noite da alma que durou dezenas de anos, com apenas lampejos ocasionais de luz: "Eu vivo em uma noite perpétua... Encontro-me incomodado por tudo, e eu não sei se eu ajo bem ou mal. Eu posso ver que não é um escrúpulo, mas a dúvida sobre se eu sinto ou não estou agradando o Senhor me esmaga. E essa ansiedade se repete para mim em todos os lugares: no altar, no confessionário, em toda parte!".

É com o pensamento de suas experiências místicas em mente que suas máximas deve ser meditado:"O amor é mais bonito na companhia do medo, porque é desta forma que se torna mais forte.""Quanto mais se ama a Deus, menos um a sente!".

Santa Teresa do Menino Jesus oposição ao racionalismo orgulhoso de seu dia, a pequena via da infância espiritual, mas ela também é expiada por terríveis tentações contra a fé. Seu grito: "Eu vou acreditar!" é bem conhecida. Padre Pio também experimenta tentações violentas e prolongadas contra a fé, assim como suas cartas ao padre. Agostino testemunha:

"Blasfêmias pela minha cabeça sem parar, e ainda mais falsas idéias, idéias de infidelidade e incredulidade. Eu sinto minha alma paralisada em cada instante da minha vida, isso me mata ... Minha fé é sustentada apenas por um esforço constante de minha vontade contra qualquer tipo de persuasão humana. Minha fé é apenas o fruto do esforço contínuo que eu exalto de mim mesmo. E tudo isso, Pai, não é algo que acontece algumas vezes por dia, mas ela é contínua ... Pai, como é difícil de acreditar!".

Que lições preciosas para nós devemos, por exemplo, ser surpreendidos em encontrar-nos tentados a tal ponto.

Diretor Espiritual

Padre Pio superou essas provações terríveis, seguindo o que havia sido ensinado no noviciado: a perseverança na oração, mortificação dos sentidos, fidelidade inabalável às exigências do dever de Estado e, finalmente, a perfeita obediência ao sacerdote encarregado de sua alma. Sua experiência adquirida dolorosamente lhe permitiu atrair para si as almas desejosas de perfeição e ser exigente.

Para as almas que ele dirigiu, ele deu uma regra de cinco pontos: a confissão semanal, diária de comunhão e de leitura espiritual, exame de consciência de cada oração da noite e mental duas vezes por dia. Como para a recitação do rosário, que é tão necessário escusado será dizer....
"A confissão é o banho da alma. Você deve ir pelo menos uma vez por semana. Eu não quero almas para ficar longe de confissão mais de uma semana. Mesmo um quarto limpo e desocupado reúne pó; retorne depois de uma semana e você vai ver que precisa de pó de novo!".

Para aqueles que se declaram indigno de receber a sagrada Comunhão, ele responde:
"É bem verdade, não somos dignos de tal dom. No entanto, a abordagem do Santíssimo Sacramento em estado de pecado mortal é uma coisa e de ser indigno é outra completamente diferente. Todos nós somos indignos, mas é Ele quem nos convida. É Ele quem o deseja. Vamos nos humilhar e recebê-Lo com um coração contrito e cheio de amor".

Para outro, que lhe disse que o exame diário de consciência parecia inútil, já que sua consciência lhe mostrou claramente em cada acção, se foi bom ou ruim, ele respondeu:

"Isso é verdade. Mas cada comerciante experiente neste mundo, não só mantém o controle durante todo o dia de saber se ele perdeu ou ganhou em cada venda. À noite, ele faz a contabilidade para o dia para determinar o que deveria fazer no dia seguinte. Segue-se que é indispensável para fazer um rigoroso exame de consciência, breve mas lúcida, todas as noites".

"O mal que vem para as almas com a falta de leitura de livros sagrados me faz tremer... Que leitura o poder espiritual tem de levar a uma mudança de curso, e fazer até mesmo as pessoas mundanas entrar no caminho da perfeição!".

Quando Padre Pio foi condenado a não exercer qualquer ministério, ele passava seu tempo livre, não na leitura de jornais - "evangelho do Diabo", mas na leitura de livros de história, doutrina e espiritualidade. Apesar disso, ele ainda diria: "Uma procura por Deus em livros, mas encontra-O em oração."

Seus conselhos para a oração mental são simples:

"Se você não consegue meditar bem, não desista fazendo o seu dever. Se as distrações são numerosoa, não desanime; fazer a meditação da paciência, você ainda lucro. Decidir sobre a duração da sua meditação, e não deixar o seu lugar antes de terminar, mesmo se tiver de ser crucificado... Por que você se preocupa tanto, pois não sabe como meditar como gostaria? A meditação é um meio para alcançar Deus, mas não é um objetivo em si. Meditação visa o amor de Deus e do próximo. Amar a Deus com toda a tua alma, sem reservas, e amar o próximo como a ti mesmo, e você terá cumprido metade de sua meditação".  
O mesmo vale para assistir ao santo sacrifício da missa: é mais preocupado em fazer atos (de contrição, fé, amor ...) do que com reflexões ou considerações intelectuais. Para alguém perguntando se é necessário seguir a Missa em um missal, Padre Pio respondeu que somente o sacerdote precisa de um missal. Segundo ele, a melhor maneira de assistir ao Santo Sacrifício é de unir-se à Virgem das Dores, ao pé da cruz, na compaixão e amor. É só no paraíso, ele assegura seu interlocutor, que vamos aprender de todos os benefícios que recebemos, ajudando na santa missa.
Padre Pio, que era tão afável e agradável em suas relações com as pessoas, pode se tornar severo e inflexível quando a honra de Deus estava em jogo, especialmente na igreja.

O sussurro dos fiéis seria cortado pela autoridade do Pai, que se abertamente encarar qualquer um que não conseguiu manter uma postura de oração... Se alguém ficou de pé, mesmo que fosse, porque não havia lugares deixados nos bancos da igreja, ele categoricamente convidá-o a se ajoelhar para participar dignamente no santo sacrifício da Missa.

Nem mesmo um coro desatento seria poupado: "Meu filho, se você quiser ir para o inferno, você não precisa da minha assinatura".A moda pós-guerra caiu sob a mesma reprovação:

Padre Pio, sentado em seu confessionário aberto, durante todo o ano se verificou que as mulheres e meninas que confessou a ele estavam usando saias não muito curtas. Ele iria até causar lágrimas a ser derramadas quando alguém que estava esperando na fila por horas se afastou por causa de um hemline ofender... Em seguida, algumas almas daria um passo à frente para oferecer ajuda. Em um canto, eles unsavam a orla, ou então emprestavam ao penitente um casaco. Finalmente, às vezes o Pai permitia o penitente humilhado para ir à confissão.

Um dia, seu diretor espiritual o repreendeu por sua conduta dura. Ele respondeu: "Eu poderia obedecê-lo, mas cada vez que é Jesus que me diz como devo lidar com as pessoas sua maneira grave, então, fui inspirado a partir de cima, exclusivamente para a honra de Deus ea salvação das almas".

Mulheres que satisfazem sua vaidade em seu vestido nunca pode colocar a vida de Jesus Cristo, além disso elas até perdem os ornamentos de sua alma, assim como o ídolo entra em seu coração.
E que ninguém censurá-o por falta de caridade: "Peço-lhe para que não me critique, invocando a caridade, porque a maior caridade é entregar almas cativadas por Satanás, a fim de conquistá-las para Cristo".


Padre Pio e do Novus Ordo Missae

Ele era um modelo de respeito e submissão para com os seus superiores religiosos e eclesiásticos, especialmente durante o tempo em que ele foi perseguido. No entanto, ele não poderia permanecer em silêncio ao longo de um desvio que foi funesta para a Igreja. Mesmo antes do final do Conselho, em fevereiro de 1965, alguém anunciou-lhe que logo ele teria de celebrar a Missa segundo um novo rito, ad experimentum, no vernáculo, que havia sido planejado por uma comissão litúrgica conciliar, a fim de responder às aspirações do homem moderno. Imediatamente, mesmo antes de ver o texto, ele escreveu a Paulo VI para pedir-lhe para ser dispensado do experimento litúrgico, e para poder continuar a celebrar a Missa de São Pio V.Quando o cardeal Bacci veio vê-lo a fim de trazer a autorização, Padre Pio deixou escapar uma queixa na presença do mensageiro do Papa: "Por piedade, efeito, o Conselho rapidamente."

No mesmo ano, durante a euforia conciliar que prometia uma nova primavera para a Igreja, ele confidenciou a um de seus filhos espirituais: "Nesse tempo de trevas, oremos. Vamos fazer penitência para os eleitos.", e especialmente para aquele que tem de ser seu pastor aqui abaixo: Toda sua vida, ele próprio imolado para o papa reinante, cuja fotografia estava entre as imagens raras que decoravam sua cela.

Renovação da vida religiosa?

Há outras cenas de sua vida que estão cheias de significado, por exemplo, suas reações ao agiornamento das ordens religiosas inventado na esteira do Concílio Vaticano II. (As citações aqui são tiradas de um livro com um imprimatur):

Em 1966, o Padre Geral [dos franciscanos] veio a Roma antes do capítulo especial sobre as Constituições, a fim de pedir Padre Pio para suas orações e bênçãos. Ele conheceu Padre Pio no claustro. "Padre, eu vim para recomendar às suas orações o capítulo especial para as novas Constituições..." Ele mal tinha começado as palavras "capítulo especial"..." novas Constituições" fora de sua boca quando Padre Pio fez um gesto violento e gritou: "Isso é tudo, mas nada de absurdo e destrutivo". "Mas Padre, depois de tudo, há a geração mais jovem a ter em conta... os jovens evoluem à sua maneira ... há novas exigências ..." "A única coisa que falta é a mente e o coração, isso é tudo, compreensão e amor." Em seguida, ele passou a sua cela, fez meia volta, e apontou o dedo, dizendo: "Não devemos desnaturar a nós mesmos, não devemos nos desnaturar no julgamento do Senhor, São Francisco não nos reconhecerá como seus filhos!"

Um ano depois, a mesma cena se repetiu para o aggiornamento dos Capuchinhos:

Um dia, alguns confrades estavam discutindo com o Pai Definiteur Geral [O conselheiro ou assessor do geral ou provincial de uma ordem religiosa - Ed .], os problemas da Ordem, quando Padre Pio, tomando uma atitude se chocou e gritou, com um olhar distante em seus olhos: "O que no mundo você está até em Roma? O que você está planejando? Você quer mesmo mudar a Regra de São Francisco?". O Definiteur respondeu: "Padre, as mudanças estão sendo propostas porque o don juventude quer ter nada a ver com a tonsura, o hábito, pés descalços...."

"Chase-los! Persegui-os para fora! O que você pode estar dizendo? É eles que estão fazendo um favor a São Francisco, tomando o hábito e seguindo seu caminho de vida, ou melhor, não é São Francisco, que está oferecendo a eles uma grande dom?".


e considerarmos que o Padre Pio foi um verdadeiro alterChristus, que toda a sua pessoa, corpo e alma, foi tão perfeitamente conforme quanto possível à de Jesus Cristo, sua recusa a aceitar o Novus Ordo e o agiornamento deve ser para nós uma lição para aprender. É também digno de nota que o bom Deus quis recordar Seu fiel servo pouco antes eram implacavelmente imposta à Igreja e da Ordem dos Capuchinhos. Notável, também, é o fato de que Katarina Tangari, uma das mais privilegiadas do Padre Pio, filha espiritual, apoiava tão admiravelmente os padres [da Sociedade de São Pio X] de Ecône até à sua morte, um ano depois das consagrações episcopais de 1988.

Lição final: Fátima


Padre Pio era ainda menos para obrigar a ordem social vigente e política, ou melhor, desordem (em 1966): "A confusão de idéias e do reinado de ladrões." Profetizou que os comunistas chegariam ao poder, "de surpresa, sem disparar um tiro ... Ela vai acontecer durante a noite".

Isso não deveria nos surpreender, já que os pedidos de Nossa Senhora de Fátima não foram ouvidos. Ele mesmo disse a Mons. Piccinelli, que a bandeira vermelha vai voar sobre o Vaticano. "Mas isso vai passar". Aqui, novamente, sua conclusão se junta a da Rainha dos Profetas: "Mas no fim, meu Imaculado Coração triunfará". Os meios pelos quais este profetiza vai acontecer, nós sabemos: pelo poder divino, mas deve ser solicitado pelas duas grandes potências nas mãos do homem: a oração e a penitência. Esta é a lição que Nossa Senhora quis nos lembrar no início deste século: Deus quer salvar o mundo pela devoção ao Imaculado Coração de Maria, e não há nenhum problema, material ou espiritual, nacional ou internacional, que não pode ser resolvido pelo Santo Rosário e os nossos sacrifícios.

Esta é também a última lição que o Padre Pio quis deixar-nos com o seu exemplo, e especialmente por seu "grupo de oração", que ele estabeleceu em todo o mundo . "Ele nunca estava sem um rosário, houve até um debaixo do travesseiro. Durante o dia ele recitou várias dezenas de rosários". Poucas horas antes de morrer, como aqueles em torno dele pediu-lhe para falar mais algumas palavras, tudo o que podia dizer era: "O amor a Santíssima Virgem e sempre rezar o terço".

A elevação iminente do Venerável Padre Pio, certamente, vai despertar em muitas almas a curiosidade e admiração. Poderíamos aproveitar a oportunidade para lembrá-los dessas lições poucas, se de fato nós soubermos como colocá-las em prática nós mesmos, no amor misericordioso do Coração Santíssimo de Jesus e Maria.

Pelo Pe. Jean, OFM Cap. E
Impresso originalmente na edição de Maio de 1999 O Angelus Magazine.

Tradução por Angelus. Carta aos Amigos do São Francisco, a publicação dos Padres Capuchinhos de São Francisco Mosteiro, Morgon, França, uma comunidade tradicional que apoia o trabalho do Arcebispo Lefebvre.
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